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Saiba o motivo para você trocar de carro

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Fatores como interrupção da produção devido à escassez de semicondutores e o alto custo das matérias-primas no mercado internacional fizeram com que os preços dos carros novos e usados ​​disparassem durante a pandemia do coronavírus.

O mercado, literalmente, virou de cabeça para baixo, a ponto de veículos seminovos custarem hoje mais que valiam quando foram adquiridos zero-quilômetro, alguns meses atrás. Por conta disso, considerando apenas o aspecto financeiro, agora é a hora certa para vender seu carro e não para comprar outro, mais novo e equipado.

Se a intenção é manter o veículo próprio, a importância de cuidar bem do exemplar que já está na sua garagem é grande. Por conta dos preços inflacionados, vale considerar adiar a troca ou até ficar indefinidamente com o automóvel que você tem.

Que tal ficar com ele… para sempre? Tornar um carro de uso cotidiano “eterno” não é a melhor escolha em termos financeiros, por conta da inevitável obsolescência que fará a manutenção encarecer com o passar dos anos – por motivos óbvios, a história é diferente se o automóvel for de coleção.

1 – Troque religiosamente o óleo e os filtros

Trocar o óleo do motor e o respectivo filtro dentro da quilometragem estipulada no manual é uma orientação básica para evitar gastos não previstos e fazer o seu carro “durar para sempre”. No entanto, muitos ignoram que, além da distância percorrida, o fluido tem prazo de validade. Ou seja: a hora da troca é determinada pelo item que vencer primeiro. Troque óleo da mesma forma que você manda seu carro para lavar em um Lava-Jato especializado.

Outro detalhe: em condições severas de uso, como rodar predominantemente em vias não pavimentadas, com muita carga e sob tráfego congestionado, a quilometragem e o prazo para troca são antecipados.

O especialista recomenda, ainda, seguir fielmente a especificação de óleo recomendada no manual do veículo. Ao trocar o óleo, não se esqueça de substituir o respectivo filtro. Os filtros do veículo são componentes relativamente baratos, porém o desleixo com eles é capaz de resultar em grande prejuízo.

Em relação ao filtro de combustível, seu entupimento faz o motor “engasgar” e sobrecarrega a bomba de combustível – que precisa trabalhar com muito mais pressão. Essa é a causa mais comum de queima da bomba, esclarece o engenheiro. Já a obstrução do filtro de óleo igualmente compromete a correta lubrificação do motor, elevando o atrito de peças internas e acelerando seu desgaste.

2 – Fuja de combustível batizado

Com o objetivo de poupar dinheiro, ainda mais atualmente, com gasolina e etanol inflacionados, é comum abastecer em postos que oferecem os melhores preços. Preço baixo não é sinônimo de adulteração, mas vale a pena desconfiar quando os valores praticados estão muito abaixo da média do mercado.

Afinal de contas, gasolina “batizada” com solvente e etanol adulterado com adição de água são capazes de afetar seriamente a saúde do motor e dos seus agregados, encurtando sua vida útil.

O solvente danifica componentes como dutos, vedações e peças emborrachadas, além causar a formação de depósitos no interior do propulsor. Etanol com mais água do que determina a especificação acelera a corrosão de itens e traz funcionamento irregular.

3 – Nunca rode com o motor frio

O motor precisa atingir determinada temperatura para o calor expandir os componentes internos e, assim, proporcionar condições ideais de funcionamento e lubrificação. Usar o carro continuamente em deslocamentos muito curtos, insuficientes para se atingir a temperatura correta, acelera o desgaste e eleva o consumo de combustível.

Dirigir durante menos de 15 minutos nem esquenta o óleo do motor, impossibilitando a lubrificação adequada. Tem carro com baixa quilometragem que apresenta mais desgaste na comparação com um exemplar mais rodado, que no entanto funciona a maior parte do tempo na temperatura ideal.

O engenheiro recomenda aguardar alguns minutos com o propulsor ligado até que ele esquente, antes de sair rodando. O especialista da SAE Brasil informa, inclusive, que veículos abastecidos com etanol tendem a apresentar mais problemas na “fase fria”, especialmente em localidades com temperaturas mais baixas.

4 – Calibre regulamente os pneus do carro

Verifique a pressão recomendada para os pneus no manual do proprietário – ela, inclusive, pode variar de eixo para eixo e também de acordo com a quantidade de carga transportada. Pneus abaixo da pressão ideal aumentam a superfície de contato com o solo.

Com isso, fazem com que o motor utilize mais energia para manter o carro rodando, elevando o consumo. Por outro lado, pneus cheios demais deixam o veículo muito “duro” e podem reduzir a vida útil de componentes da suspensão e das próprias rodas e pneus.

Não se esqueça de verificar a calibragem a cada 15 dias, sempre com os pneus frios, como recomendam as montadoras. Quando estão quentes, o ar dentro deles se expande e você acaba calibrando com pressão abaixo da indicada.

5 – Dirija com suavidade e antecipe manobras

O estilo de condução, sozinho, pode reduzir em pelo menos 10% o consumo de combustível, além de evitar a sobrecarga desnecessária de motor, transmissão, freios e suspensões. A forma como você dirige é fundamental na equação de quem deseja ficar uns bons anos com o automóvel.

Mudar hábitos ao volante, de fato, faz toda a diferença. Antecipar frenagens, não “esticar” as marchas e fazer as trocas na rotação certa, por exemplo, são mandamentos que não apenas aumentam a autonomia a cada abastecimento – também contribuem para poupar o carro e reduzem as emissões de poluentes.

Acelere e freie de forma gradual e utilize o freio-motor nas reduções de velocidade. Além disso, descer ladeiras na “banguela” (com o câmbio em ponto-morto) não ajuda a economizar combustível e, ainda, contribui para o desgaste prematuro dos freios.

Via: UOL

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